Quem és ? : De noite ...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

De noite ...




De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Noturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.
Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

(Pablo)


A sombra não nos pode conter
Não aguenta tamanhas respostas
As estrelas dos céu cravarão elas
como uma coreografia num bailado
Confiantes que as entenderemos.
Não deixaremos de ver a luz só porque o lençol da noite nos cobre.
Veremos mais além
Segue me amado meu
Ouves o som?
Como combatentes caminhamos
Marchando entre sonhos e devaneios
Com odores de diversas batalhas
Olhos nos olhos sentimos
De corações amarrados nós vemos
E ouvimos o ranger da porta fechada
pela nossa sombra.
A chave já nos pertence
Ninguém a conhece ninguém sabe onde está.
Mas se te perderes amado se a luta for grande e num tremor me soltares.
Saibas que a deixei entre o muro das folhas molhadas.
Onde todas as histórias começam e não se dão por terminadas.

( C.)

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