Quem és ? : Abril 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Todos nós...




Todos nós possuímos forças brutais
Acredito que muitas não usamos como deveríamos
Porque não nos foi ensinado ou
Porque perdemos a oportunidade de aprender
Descuidamos numa ou outra adversidade
É tao difícil transportar o problema aos olhos que quem o carrega
Assim como é dificultoso para quem o contorna
Quem a carrega nos lombos, analisou a dificuldade e decidiu
Leva la consigo para onde for, é preciso coragem e ousadia
A carga não fica mais leve no início pesa muito, sentes-te débil
Com o tempo o teu corpo e alma habituam se á carga como se já fizesse parte de ti,
e a vida segue-se …
O que contorna o obstáculo, ponderou carrega-la ou simplesmente move la do seu caminho
Porem igualmente encheu se de coragem e a içou
Caiu algumas vezes mas ergueu se de todas as quedas e escalou e desceu e a vida segue-se …
Sempre podes fazer mais, inspira te, não sejas modesto nas escolhas nem na força.
Possuis uma força brutal … esforça te a usa la. Tu precisas de ti mesmo …
Be brave.

C.

Cuida...






Cuida dos meus detalhes
Fora dos teus limites
Dentro da minha singularidade
Fora dos teus hábitos
Dentro das minhas minuciosidades
Fora das tuas leis comuns
Detalha me... Como algo distinto,
Simplesmente singular.
Mas modo a seres o meu constante par...

C.

Liga-me...





Liga-me
Dá-me luz
Dá-me cor
Dá-me intensidade
Dá-me transparência
Dá-me força
Dá-me subtileza
Dá-me Dá-me
Não me faltes
Suporta me e sairei viva.

C.

Tudo...





Tudo o que vês
Tudo o que traduzes
Tudo o que sabes
Tudo o que lês
Tudo o que te inspira
Tudo o que te deixa louco
Tudo o que descobres
Todo o brilho que te seduz
Até o nome que me chamas
Tudo é perfeito.
Porque sou o fruto
Do mais puro ser que habita em ti
A tua Imaginação.

C.

À noite...





Á noite
como que levando
um açoite
ela geme.
Sente se só
e desesperada,
pela sua luz
no seio da madrugada.
Aquece a noite
sem que o dia supeite.
Cria sonhos e pesadelos.
E grita. Alguém responde aos teus apelos?
Nao? Entao grita mais alto.
Até o teu grito nao ficar mais no oculto.
Abre as tuas noites
antes que desacredites.
Chama pela tua noite
Nao chames o teu limite.

C.

Termina...




Termina este dia
A dar a oportunidade de irem...
Nada de prisões, nada de suplicar, de implorar...
Simplesmente deixa ir
Nesse gesto poderás estar a libertar te a ti mesmo

C.

Tenho ...







Tenho um jeito doido de passear os meus sonhos.
Tenho umas lutas confusas com os meus desejos.
Tenho uns sabores estranhos de renúncias na língua.
Tenho um suor forte de quem vive em constante guerra.
Tenho algumas feridas abertas que aguardam sarar.
Tenho alguns rios perdidos entre os lençóis de mágoas.
Tenho delírios constantes de quem não dorme.
Tenho uma sofreguidão desesperada pela paz.
Tenho choros contidos que criaram em mim caminhos que desconheço.
Tenho na mente sons que relembro que nunca ouvi antes...
Tenho promessas que ainda não cumpri a mim mesma
Tenho arrepios constantes da presença da maldade que me rodeia
Tenho inveja da ilustre harmonia de algo que desconheço
Sonhos meus os passear de doido jeito um tenho
Não ligues á minha perícia pois é no descontrolo
do que digo que me encontras sã.
Tenho falhas, recortes, rasgos, pisadas, ecos difíceis de coordenar
Tenho labirintos com entradas e saídas que sei de cor
Anda, avança entra num deles, convido te a vaguear.
O meu pacto eu cumpro. Entras a conhecer a saída.
Nada te retém a não ser tu mesmo.
Tenho um jeito doido de passear os meus sonhos.
Tenho os meus sonhos...

C.

...




Chiuuuuuu
O silêncio tambem é resposta...

C.

Deixa-me ...




Deixa me entrar na tua arena
Tocar te nas entranhas
Lamber os teus contornes
Misturar me no teu suor
Com vários ataques
Rápidos e Fortes
Luta Livre Vale Tudo
Apressa-te
Sê ágil e inteligente
Ganha-me que eu prometo
Perder-me por inteiro.

C.

Minha vida ...



Minha vida era um ir e voltar. Baseava se na minha natureza, naquilo que achava que era o meu dever ir e voltar. Quando ia levava tanto de ti, coisas inexplicáveis e por vezes impalpáveis mas o teu olhar sobre mim colocava me sempre a tua mercê e eu nem me preocupava com esse teu jeito de ser. Tudo o que tinha que fazer era ir e voltar… Quando a saudade apertava usava o meu forte perfume para te encantar e fazer-te voltar ate mim. Aceitavas o convite e como que entrando na minha casa descalçavas te e caminhavas pela areia pousando os teus meigos pés em mim e suspiravas… Como eu amava o teu suspiro, ali lamentavas o teu dia e outras tantas vezes sorrias enquanto te ouvia molhava te delicadamente num vai e vem, nunca te abandonei. Muitas das vezes abrandei o meu jeito bravo de ser, só para sentir a tua pele em mim… Os teus cabelos eram longos e castanhos cor de mel, deslumbrava me ver o teu rosto húmido por causa da minha brisa pois tinhas uma pele branca mui branca com sardas espalhadas pelo nariz. Mas o que eu nunca consegui ver foi a cor dos teus olhos. Foram tantas as vezes que te baixaste e colocaste me na tua mão e espalhas te me pela tua face.
Eu sabia que procuravas em mim uma frescura que o teu dia ainda não te tinha dado e somente eu a poderia dar. Estava em mim o poder de te aliviar de todos os fardos. Era essa a minha missão ir a ti e levar tudo o que me davas para bem longe de ti. Mas, como até diz o ditado há um ir e não voltar e não fui eu que fiquei em falta foste tu. Declaro o dia da tua partida como a chegada da minha revolta. Era um dia mui chuvoso, claramente de muito frio não esperava a tua visita, contudo no meio do nevoeiro senti os teus calcanhares a percorrer a areia da minha casa com muita pressa, apressada demais diria. Olhei te como perdida, e no meio da chuva e no meio do nevoeiro e da brisa tu molhaste me a mim, sim, molhas te eu senti. Percorreste me como não imaginei batias me com as mãos numa fúria terrível e assustadora, gritavas e molhavas me tanto … mas tanto com as tuas lágrimas. Sentia elas a cair em mim e não pode fazer mais nada, a não ser, somente te abraçar … Perdi me no teu corpo magro e gélido e não tive como aquecer te, não soube parar te, não aprendi a consolar te por inteiro. Queria te para mim mas não podia conter-te… Assim que desisti de te ter somente para mim, tu também desististe e virando as costas saíste com as mãos a passear sobre mim e nunca mais te vi… O dia da tua ida marcou me e gerou em mim a revolta uma mistura de medo, de aflição e saudade. Desde esse dia os humanos tratam me por outro nome quando sentem a minha revolta: Marés Vivas… É o dia que me revolto contra tudo, que bato com toda a minha força contra as rochas contra a areia e que arrasto tudo e devolvo … É uma altura que não me consigo controlar. Perdoa me por isso… E até hoje a minha vida não mudou é ir e voltar, mas trago agora muito menos e quando vou já não é igual apenas porque já não estas aqui…e nem deixas-te me conhecer a cor do teu olhar.


C.

Por ...






Por vezes o ir, está no retornar.

C.

Faz ...






Faz das tuas palavras o voo perfeito.
Emigra a tua linguagem.
Faz dos teus pensamentos a liberdade dos teus sentidos.
E deixa os seguir o rumo a qualquer lado.
Não os obrigues a parar ou retornar.
Não os sufoques, não engulas.
Apenas deixa os ir


C.

É assim...






É assim que a fome da solidão funciona.
Procuras o silencio e a ausência de corpos e vozes, e depois...
Quando a saudade da "presença" te encontra entre um passo e outro, tentas descobrir um rosto, um olhar familiar, num corpo com uma sincronização com o teu. Imaginas um " olá" de alguém, entre as bocas que por ti passam. Não és ninguém, ninguém te conhece ou reconhece. Passas uma e outra vez, somente pelo desconhecido e o que ficam são pegadas.
Ela sabe que estiveste ali, pisaste a com o ritmo da música que só tu ouvias mas de lábios serrados, nada disseste. Porem a tua linguagem interior berra mui alto, tão alto que se alguém tivesse o poder de a ouvir correria em teu auxílio.
Mas...só ela sabe que estiveste ali.
É assim que a fome da solidão se alimenta de ti.


C.

As tais...






As tais pedras...
A tais pedra que muita gente por ai diz, que encontramos no caminho e apanhamos para mais tarde construir mos o nosso castelo.
As tais pedras que nos jogam em cima como se fossemos culpados de cada detalhe que passa a frente de muita gente. 
As tais pedras que encontramos quando queremos muito algo e não temos poder de concretizar. 
As tais pedras que doem quando perdemos alguem e temos que fazer muita força param suportar a dor e seguir em frente. 
As tais pedras que tiramos do colo de outro como nós, só porque não aguentamos ver o próximo carregar tanto peso. 
As tais pedras, as tais pedras que te fazem lembrar que estás vivo apesar de tanto fardo. 
Carrega, o mais longe que conseguires vai longe, vai muito longe. 
Quando a gravidade tomar conta do teu corpo, rasteja e empurra cada calhau contigo, não percas um só pode ser que esse calhau seja a beira da janela do teu castelo...

C.

E de tudo ...



E de tudo o que poderia receber hoje, de tudo o que a aurora me poderia ofertar.
Pediria um abraço, um desejo de boa viagem e volta logo ...

C.