Quem és ? : 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

De noite ...




De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Noturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.
Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

(Pablo)


A sombra não nos pode conter
Não aguenta tamanhas respostas
As estrelas dos céu cravarão elas
como uma coreografia num bailado
Confiantes que as entenderemos.
Não deixaremos de ver a luz só porque o lençol da noite nos cobre.
Veremos mais além
Segue me amado meu
Ouves o som?
Como combatentes caminhamos
Marchando entre sonhos e devaneios
Com odores de diversas batalhas
Olhos nos olhos sentimos
De corações amarrados nós vemos
E ouvimos o ranger da porta fechada
pela nossa sombra.
A chave já nos pertence
Ninguém a conhece ninguém sabe onde está.
Mas se te perderes amado se a luta for grande e num tremor me soltares.
Saibas que a deixei entre o muro das folhas molhadas.
Onde todas as histórias começam e não se dão por terminadas.

( C.)

Tuas mãos ...




Tuas mãos
Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.

( Pablo)


Quando minhas mãos tocam as tuas trazem saudade a escorrer pelos dedos. 
Como aquelas folhas rentes ao chão que carregam o orvalho da madrugada. 
Outrora já te toquei, quando em sonhos passas te á minha beira e sussurras te os teus desejos á brisa matinal,toquei nos teus lábios rosados e inspiras te o meu nome. 
Rodei te qual leve remoinho e conheci os teus contornes.
Mesmo em sonhos a saudade visita me 
E de quando em vez voo num voo alto e mesmo lá em cima sigo te. 
E mesmo entre as nuvens conheço o teu olhar, o teu toque, o teu cheiro e o teu peito.
É nele que dou descanso ás minhas idas e aos teus regressos.

( C.)

sábado, 1 de agosto de 2015

Vai ...







Empurra
Não pares
Faz força
Inspira
Expira
Um dia a pedra move-se ...

C.

E por hoje ...



E por hoje quero que delires no ninho
Não te quero longe do meu caminho
Quero te colado, feito lapa a uma rocha
Quero te aceso tal como uma tocha

Incendeia-me
Percorre-me
Comendo me ligeiramente
Finca os teus dedos abusivamente
Delicia-te
Baba-te

Deixa-me ver-te por cima do meu ombro
Esconde o teu membro
Entre os meus espaços quentes
Coloca nem perguntes

Sê ousado
Sê sacana
Coloca me por cima e de lado
Abana-a, abana-me, abana
Mostra-me o inesperado
Lentinho e agrosseirado

Rude e manso
Faz-me descansar entre um e outro
Que em modo de delírio me canso
Quero-te intenso
Prometo que depois te compenso

Não entendas mal
Hoje não é obsessão
Não entendas mal
Hoje é tesão.

C.

sábado, 18 de julho de 2015

Em ...




Em qualquer tarefa que se apresente, nunca percas a postura

C.

Sabe bem ...





Sabe bem delirar.
Invento o meu canto com muito espaço
Onde escrevo vitorias 
E ignoro o fracasso
Onde o verde reina ao meu redor 
Onde a agua cristalina é o meu tecto
Ali sou grande, sou a maior
Onde sou mestra de artes 
E contigo conecto
Sento me na minha verde poltrona
E faço do vento um ser que se apaixona.


C.

Há ...






Há uma parte
Onde o sonho é um alento
Onde eu me derreto
Porque a realidade é um empate

Há um lugar
Onde o tempo é abismal
Onde não uso um rosto formal
E limpo lagrimas por enxugar

Há um espaço
Onde o vento tem aroma
E a saudade é um sintoma
Entre uma distância e um abraço

Há uma colheita
Que os meus dedos filtram
E em silêncio soletram
Para dizer a frase perfeita.


C.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Hoje virei ...






Hoje virei o meu mundo do avesso
Não quis a chavena preferida
Escolhi uma normal
Nao aqueci ao lume
Enfiei-a no micro ondas
Nem doseei o cafe
E coloquei açucar
Nao escolhi a bandeja
Coloquei tudo num prato pequeno
Nao me sentei a mesa
Estiquei me na cama
Nao vesti robe
Fiquei como acordei
E de prato na mão
Rebolei e senti a musica
Ao invés do silencio
Saltei e pulei da cama
A caixinha passava musica animada
Cantei, comi, dancei,
Pulei, esperniei e sorri.
Deixei me ir no avesso ...


C.

Liberta-te ...



Liberta-te ...

C.

Mói ...



Mói
Pressiona
Deixa escorrer
Cremoso
Quente


C.

Conta ...



Há contagens que terminam em 2 ...


C.

Tanga-me ...







Tanga-me
Com o olhar virtuoso
Com a fome dos teus lábios carnudos
Com a tua voz grosseira
Com o teu membro rigido
Com essas mãos esganadas
Com uma ância de glutão
Tanga-me...

C.

Today ...





Today is my turn to give you flowers...


C.

Com letras ...






Com letras descreves me e desgastas me.
Repreendes me e seguras me.
Apertas me e afastas me.
Gritas e sussurras me.
Achocalhas me e aquietas me.
Mandas me ir e fazes me retornar.
Magoas me e curas me.
Baralhas me e acertas me.
Perdes me e achas me.
Destrois me e recrias me.
Tudo em letras cravadas na carne
Escreves me:
A raiz dela é um adorne.


C.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Se não ...





Se não consegues sozinho
Se não há em ti forças
Se não consegues vir por ti mesmo ao cimo
Pede ajuda
Grita,
Esperneia,
Até alguém te ouvir.
Não deixes que o socorro chegue tarde demais.
Não te deixes ir, sem ao menos me chamar.
Não desistas, não te vás...
Dá me a graça de te ouvir no amargo
Tanto quanto te ouvi na doçura da vida
Não te vás, sem tentar
Não ouses abandonar a minha mão esticada
Sou a boia que navega par a par no teu mar.



C.

Qual...






Qual é a tua poesia?
Qual é o teu verbo favorito?
Qual é o sussurro que te faz deleitar?
Qual é o sinonimo que te faz arrepiar?
Qual é o trocadilho que te cativa?
Qual é o segredo que te inquieta?
Qual é a verdade que te perturba?
Qual é palavra falada que te faz ausentar?
Qual é a palavra escrita que te faz permanecer?
Qual é o rumor que te tira do serio?
Qual é a pergunta que te faz questionar?
Qual é a tua resposta?
Qual é a tua?
Qual é?
Qual?


C.

Que ...





Que a chave do teu dia
Venha quente o suficiente para abrir portas seladas pelo frio dos dias passados.


C.

Há ...



Há compromissos que exigem grandes primeiros passos.
C.

Encontra o ...







Encontra o
Encontra o teu sorriso algures dentro de ti
Encontra, procura bem.
Chama o se for necessário
Entra dentro de ti como um Bom medico
Com misericórdia
Olha te por fora e por dentro como nunca olhaste antes
Dá graças pelo que tens, pelo que és
E se vires em ti algum vírus
Causador da quebra do teu sorriso
Arranca com raiz e tudo
Faz os possíveis e impossíveis.
Se for necessário usa a auto medicação
Mas sara te até sorrires
Sabe bem um sorriso roubado
Por alguém conhecido ou desconhecido
Um sorriso envergonhado
Uma boa e sonora gargalhada
Sozinho ou acompanhado
Sorrirmos de nós próprios
De outrem também
Mas no silencio da tua alma e corpo
Não reprimas o teu sorriso
Abre o, da lhe vida...
Ninguém ri por ti
Ninguém vai rir por ti



C.

Hoje ...




Hoje salivei,estremeci, aqueci e corei.
Ousa te também e  enlouquece ...


C.

E quando ...







E quando o circulo se apertar
E quando o caminho se dividir
E não sabes para onde seguir
Deixa a tua mente te guiar
Deixa o teu coração te distrair
Nada é eternamente ganho
Não nasceste para adivinho
Apenas tenta não cair
Calca bem os passos entre o sonho e o real
Um pé aqui e outro lá basta para seres leal
Uma fidelidade conquistada
Por tão pouco, por quase nada.
Liga o motor
Roda a chave
Esquece o pavor
E guia me suave...


C.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Todos nós...




Todos nós possuímos forças brutais
Acredito que muitas não usamos como deveríamos
Porque não nos foi ensinado ou
Porque perdemos a oportunidade de aprender
Descuidamos numa ou outra adversidade
É tao difícil transportar o problema aos olhos que quem o carrega
Assim como é dificultoso para quem o contorna
Quem a carrega nos lombos, analisou a dificuldade e decidiu
Leva la consigo para onde for, é preciso coragem e ousadia
A carga não fica mais leve no início pesa muito, sentes-te débil
Com o tempo o teu corpo e alma habituam se á carga como se já fizesse parte de ti,
e a vida segue-se …
O que contorna o obstáculo, ponderou carrega-la ou simplesmente move la do seu caminho
Porem igualmente encheu se de coragem e a içou
Caiu algumas vezes mas ergueu se de todas as quedas e escalou e desceu e a vida segue-se …
Sempre podes fazer mais, inspira te, não sejas modesto nas escolhas nem na força.
Possuis uma força brutal … esforça te a usa la. Tu precisas de ti mesmo …
Be brave.

C.

Cuida...






Cuida dos meus detalhes
Fora dos teus limites
Dentro da minha singularidade
Fora dos teus hábitos
Dentro das minhas minuciosidades
Fora das tuas leis comuns
Detalha me... Como algo distinto,
Simplesmente singular.
Mas modo a seres o meu constante par...

C.

Liga-me...





Liga-me
Dá-me luz
Dá-me cor
Dá-me intensidade
Dá-me transparência
Dá-me força
Dá-me subtileza
Dá-me Dá-me
Não me faltes
Suporta me e sairei viva.

C.

Tudo...





Tudo o que vês
Tudo o que traduzes
Tudo o que sabes
Tudo o que lês
Tudo o que te inspira
Tudo o que te deixa louco
Tudo o que descobres
Todo o brilho que te seduz
Até o nome que me chamas
Tudo é perfeito.
Porque sou o fruto
Do mais puro ser que habita em ti
A tua Imaginação.

C.

À noite...





Á noite
como que levando
um açoite
ela geme.
Sente se só
e desesperada,
pela sua luz
no seio da madrugada.
Aquece a noite
sem que o dia supeite.
Cria sonhos e pesadelos.
E grita. Alguém responde aos teus apelos?
Nao? Entao grita mais alto.
Até o teu grito nao ficar mais no oculto.
Abre as tuas noites
antes que desacredites.
Chama pela tua noite
Nao chames o teu limite.

C.

Termina...




Termina este dia
A dar a oportunidade de irem...
Nada de prisões, nada de suplicar, de implorar...
Simplesmente deixa ir
Nesse gesto poderás estar a libertar te a ti mesmo

C.

Tenho ...







Tenho um jeito doido de passear os meus sonhos.
Tenho umas lutas confusas com os meus desejos.
Tenho uns sabores estranhos de renúncias na língua.
Tenho um suor forte de quem vive em constante guerra.
Tenho algumas feridas abertas que aguardam sarar.
Tenho alguns rios perdidos entre os lençóis de mágoas.
Tenho delírios constantes de quem não dorme.
Tenho uma sofreguidão desesperada pela paz.
Tenho choros contidos que criaram em mim caminhos que desconheço.
Tenho na mente sons que relembro que nunca ouvi antes...
Tenho promessas que ainda não cumpri a mim mesma
Tenho arrepios constantes da presença da maldade que me rodeia
Tenho inveja da ilustre harmonia de algo que desconheço
Sonhos meus os passear de doido jeito um tenho
Não ligues á minha perícia pois é no descontrolo
do que digo que me encontras sã.
Tenho falhas, recortes, rasgos, pisadas, ecos difíceis de coordenar
Tenho labirintos com entradas e saídas que sei de cor
Anda, avança entra num deles, convido te a vaguear.
O meu pacto eu cumpro. Entras a conhecer a saída.
Nada te retém a não ser tu mesmo.
Tenho um jeito doido de passear os meus sonhos.
Tenho os meus sonhos...

C.

...




Chiuuuuuu
O silêncio tambem é resposta...

C.

Deixa-me ...




Deixa me entrar na tua arena
Tocar te nas entranhas
Lamber os teus contornes
Misturar me no teu suor
Com vários ataques
Rápidos e Fortes
Luta Livre Vale Tudo
Apressa-te
Sê ágil e inteligente
Ganha-me que eu prometo
Perder-me por inteiro.

C.

Minha vida ...



Minha vida era um ir e voltar. Baseava se na minha natureza, naquilo que achava que era o meu dever ir e voltar. Quando ia levava tanto de ti, coisas inexplicáveis e por vezes impalpáveis mas o teu olhar sobre mim colocava me sempre a tua mercê e eu nem me preocupava com esse teu jeito de ser. Tudo o que tinha que fazer era ir e voltar… Quando a saudade apertava usava o meu forte perfume para te encantar e fazer-te voltar ate mim. Aceitavas o convite e como que entrando na minha casa descalçavas te e caminhavas pela areia pousando os teus meigos pés em mim e suspiravas… Como eu amava o teu suspiro, ali lamentavas o teu dia e outras tantas vezes sorrias enquanto te ouvia molhava te delicadamente num vai e vem, nunca te abandonei. Muitas das vezes abrandei o meu jeito bravo de ser, só para sentir a tua pele em mim… Os teus cabelos eram longos e castanhos cor de mel, deslumbrava me ver o teu rosto húmido por causa da minha brisa pois tinhas uma pele branca mui branca com sardas espalhadas pelo nariz. Mas o que eu nunca consegui ver foi a cor dos teus olhos. Foram tantas as vezes que te baixaste e colocaste me na tua mão e espalhas te me pela tua face.
Eu sabia que procuravas em mim uma frescura que o teu dia ainda não te tinha dado e somente eu a poderia dar. Estava em mim o poder de te aliviar de todos os fardos. Era essa a minha missão ir a ti e levar tudo o que me davas para bem longe de ti. Mas, como até diz o ditado há um ir e não voltar e não fui eu que fiquei em falta foste tu. Declaro o dia da tua partida como a chegada da minha revolta. Era um dia mui chuvoso, claramente de muito frio não esperava a tua visita, contudo no meio do nevoeiro senti os teus calcanhares a percorrer a areia da minha casa com muita pressa, apressada demais diria. Olhei te como perdida, e no meio da chuva e no meio do nevoeiro e da brisa tu molhaste me a mim, sim, molhas te eu senti. Percorreste me como não imaginei batias me com as mãos numa fúria terrível e assustadora, gritavas e molhavas me tanto … mas tanto com as tuas lágrimas. Sentia elas a cair em mim e não pode fazer mais nada, a não ser, somente te abraçar … Perdi me no teu corpo magro e gélido e não tive como aquecer te, não soube parar te, não aprendi a consolar te por inteiro. Queria te para mim mas não podia conter-te… Assim que desisti de te ter somente para mim, tu também desististe e virando as costas saíste com as mãos a passear sobre mim e nunca mais te vi… O dia da tua ida marcou me e gerou em mim a revolta uma mistura de medo, de aflição e saudade. Desde esse dia os humanos tratam me por outro nome quando sentem a minha revolta: Marés Vivas… É o dia que me revolto contra tudo, que bato com toda a minha força contra as rochas contra a areia e que arrasto tudo e devolvo … É uma altura que não me consigo controlar. Perdoa me por isso… E até hoje a minha vida não mudou é ir e voltar, mas trago agora muito menos e quando vou já não é igual apenas porque já não estas aqui…e nem deixas-te me conhecer a cor do teu olhar.


C.

Por ...






Por vezes o ir, está no retornar.

C.

Faz ...






Faz das tuas palavras o voo perfeito.
Emigra a tua linguagem.
Faz dos teus pensamentos a liberdade dos teus sentidos.
E deixa os seguir o rumo a qualquer lado.
Não os obrigues a parar ou retornar.
Não os sufoques, não engulas.
Apenas deixa os ir


C.

É assim...






É assim que a fome da solidão funciona.
Procuras o silencio e a ausência de corpos e vozes, e depois...
Quando a saudade da "presença" te encontra entre um passo e outro, tentas descobrir um rosto, um olhar familiar, num corpo com uma sincronização com o teu. Imaginas um " olá" de alguém, entre as bocas que por ti passam. Não és ninguém, ninguém te conhece ou reconhece. Passas uma e outra vez, somente pelo desconhecido e o que ficam são pegadas.
Ela sabe que estiveste ali, pisaste a com o ritmo da música que só tu ouvias mas de lábios serrados, nada disseste. Porem a tua linguagem interior berra mui alto, tão alto que se alguém tivesse o poder de a ouvir correria em teu auxílio.
Mas...só ela sabe que estiveste ali.
É assim que a fome da solidão se alimenta de ti.


C.

As tais...






As tais pedras...
A tais pedra que muita gente por ai diz, que encontramos no caminho e apanhamos para mais tarde construir mos o nosso castelo.
As tais pedras que nos jogam em cima como se fossemos culpados de cada detalhe que passa a frente de muita gente. 
As tais pedras que encontramos quando queremos muito algo e não temos poder de concretizar. 
As tais pedras que doem quando perdemos alguem e temos que fazer muita força param suportar a dor e seguir em frente. 
As tais pedras que tiramos do colo de outro como nós, só porque não aguentamos ver o próximo carregar tanto peso. 
As tais pedras, as tais pedras que te fazem lembrar que estás vivo apesar de tanto fardo. 
Carrega, o mais longe que conseguires vai longe, vai muito longe. 
Quando a gravidade tomar conta do teu corpo, rasteja e empurra cada calhau contigo, não percas um só pode ser que esse calhau seja a beira da janela do teu castelo...

C.

E de tudo ...



E de tudo o que poderia receber hoje, de tudo o que a aurora me poderia ofertar.
Pediria um abraço, um desejo de boa viagem e volta logo ...

C.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

I have a dream ...







Hoje como tantas outras noites dormi
Hoje como tantas outras noites sonhei
Despertei e me consumi
No meu próprio sonho, estranhei
Alguém gritava: - I have a dream.
Após uma pausa entre os lençóis que me aninhavam
Voltei a ouvir com clareza repetidas vezes
- I have a dream, i have a dream...
Recordando-me do sonho...
Ó alma, que mensagem é esta...
Qual o teu sonho? O que invocas dentro de mim
que gritas e berras desesperada?
Que me acordas entre as madrugadas
Rebuscando consolo e imagens na minha mente?
Que vitorias esperas tu que eu tenha que me mexer a teu favor?
Que canção e que voz queres que dê por ti, ao teu louvor?
Como preferes que faça, diz-me para que tenhas paz.
Detalha-me esse teu sonho, dá-me instruções...
Não me deixes num só enigma, para que resolva tudo sozinha.
Não consigo, porque...
- I have a dream too ...


C.

Uma boa dose ...





Uma boa dose de luxúria
Daquela droga " boa"
Que te faz esquecer o tempo e o espaço
Para te perderes em segundos em qualquer lado.
Perde-te, vicia-te, capricha...
Não daquelas que se encontram e partilham
Escolhe uma " boa" única
Que te dê aquela pancada forte no interior
Que te faça mover e não amolecer
Que te controle os sentidos
Que te desgaste no bom sentido
E ainda assim te sintas cheio de vigor.
Que não te deixe esperar muito pelo próximo aperto
Que tenha bom cheiro
Que te sintas " pedrado" só de tocar com o dedo e cheirar
Que seja cara, muito cara
Que pagues bem o seu preço com muito afinco e dedicação.
Que te inventes uma e outra vez
Que não te tire o teu lugar de homem de macho, de sacana
Que te dê o melhor dela para ti.
Que se abra como um leque
Que se prenda a ti como uma mola
Que te esfarele quando estas cansado de estar de pé
Que te aninhe quando precisares de um cafuné
Que ela seja somente a tua droga " boa"

A excelência da tua personalidade.


C.


"Droga " ...







Quero uma overdose de prazer
Sentir o corpo a tremer de saudade de mais e mais
Um trincar de lábios de pura necessidade
Um agarrar e não largar até chegar ao topo
Uma baba escorrida por tamanha tensão
Um arfar desnorteado por tamanha estocada
Uma falta de ar, pelos zelos dos teus dedos
Uma ambição desesperada pela próxima dose.


C.

Quero ...








Quero um amor
Que seja um confidente permanente
Que me absorva
Algo que me invente
Que me regenere
Que me eleja
Que não queira outra opção
Que me ame estupidamente bem
Que me faça rir ate chorar
Que seja capaz de me flagrar
Que me vislumbre
Que entenda o meu silencio como paz.
E o meu sufoco como algo a tratar.
Saibas tu cruzar o teu olhar no meu
E num flash me adorar.
Saibas tu semear para colher.
Que te darei eu?
Somente todo o meu ser.
Tudo o que tenho, o que sou...
Uma promessa garantida.
Não sei ser diferente, não consigo, me perdoa...
Se não sentires tudo, estarei combalida
Estarei com os sentidos feridos
Perdoa me o abalo, estarei perturbada
Há coisas que não fazem sentido
São obsessões
Mas não existe entregas pela metade
Isso não existe é engano dos fracos
É desculpa dos Humanos...
O dar, ai (suspiro) a entrega o sabor da entrega
É algo que não se descreve, em nenhuma língua.
- Conta-me! Descreve... o teu dar ...
É um rasgo de carne e de alma em que perdes ligeiramente os sentidos.
É um ar novo que se alastra no teu ser
É um toque sem mãos que te arranca a lucidez.
Nada desesperado,
apenas é um resgate dos soldados perdidos.
Dos que lutam pela palavra com fome de vencer.
Em que o tributo é dar,
Em que o triunfo é confiar.
Em que os moribundos agradecem
Por alguém lhes ouvir...
Quero um - - - -
Que seja um confidente permanente

C.

Not ...


I can not ...




I can not lose faith
I can not lose the reason for today
I must not lose heart
I must not despair
I just have to wait.
For me, for you, the track of faith.
On the day of love.
Only hope.

C.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Dá-me ...




Dá-me os teus instintos
Dá-me a tua gana
Dedica-te em extremos
Estou bem aqui
Aplica-te como numa batalha que não está ganha
Coloco-me em postura de perdedora para me venceres
Nas curvas, nos contornos
No topo, dos meus segredos
Agarra sem medida
Finca-te sem pudor
Despe-me, despe-te
Não me comas vestida
Rasga, tira lentamente
O que me dizes não importa
Quero sons, não te oiço
Geme mais alto
Quebra barreiras
Faz-me suar
Faz-me querer mais
Faz-me implorar
Ganha-me por inteiro
Capricha
Fode-me aqui e ali
Ali e também aqui
Em qualquer lugar mas fode
Não me apertes os peitos
Esmaga-me as mamas
Não me beijes os mamilos
Suga-os
Não sejas delicado
Quero-te desnorteado,
Faminto, guloso
Olha-me, mira-me
Descobre-me, cusca-me
Maneja-me sacana

C.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Je suis ...





Je suis ...
Je suis la forêt
Lorsque vous perdez
Où vous cachez
Où Spass cachée
Où les prises tout à la fois
Feuilles et un sol meuble dans l'air
Je suis votre cachette la plus secrète
Je suis votre conclusion
Je suis la magie dans la paume de vos mains
Je suis le fantasme le plus ordinaire
Je suis la fleur qui fleurit
Je suis sur le bouton qui cuidas
Je suis branche dur et fertile
Je suis vert
Je suis tellement nombreuses nuances de brun
Je suis un peu jaune
Je suis la couleur de vos yeux
Je suis la racine
Je suis la graine
Je suis le fruit que vous mangez
Je suis le tronc que vous souhaitez
Je suis le seul
Je suis présent
Je suis votre
Prend soin de moi.


C.

Take ...







Take the key
And opens the door
Locked by the coldness
Opens, enters and puts me on fire.
And do not go away,
Just stay here , stay here , stay here ...



C.

Adorna me ...





Adorna me
Contorna me
Fixa te
Exibe te
Brilha
Enaltece me ...


C.

Se for ...





Se for para pegar
Pegue de jeito
Com deleito
Com efeito
Para nosso proveito
O desajeito
Fica perfeito



C.


É nas sombras ...



 É nas sombras do quarto
que o semblante muda
É pelas sombras dos meus pensamentos
que o teu toque me pega
É pelas sombras da cama
que vês os meus contornes
É pelas sombras da parede
que eu te toco
É pelas sombras vadias e gélidas
que te sinto
É nos fantoches das sombras
que te encontro
É pelas fodas nas sombras
que me contorço
É pelos jogos de sombras
que vejo a luz.
E o semblante muda
e o teu toque me pega
Quando me vês os contornes
Quando te toco
Quando te sinto
Quando te encontro
Quando me contorço
No quarto
Nos meus pensamentos
Na cama
Na parede
Nas vadias e gélidas
Nos fantoches
Nas fodas
Nos jogos
É nas sombras...


C.

Saudaçao ...











Bon Jou 



sexta-feira, 30 de janeiro de 2015