Quem és ? : 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

Deixa me ...




Deixa me tocar nos sonhos de criança
Deixa me ganhar de novo a inocência
Deixa me sorrir ate me babar de felicidade
Deixa me somente voar como os super heróis
Deixa me vencer quando brincar contigo
Deixa me aprender a multiplicar os amores
Deixa me diminuir as aflições de atar os atacadores
Deixa me brincar de novo , só mais uma vez
Deixa me abraçar vezes sem conta só porque sim
Deixa me afagar o rosto da avo que tem bigode
Deixa me abrir os lábios para o desconhecido
Deixa me pedir aquele chupa de morango
Deixa me arrumar muito mal os meus brinquedos
Deixa me ficar no sofá a ver o Tom Sawyer 
Deixa me sujar a comer 
Deixa me tocar nos meus sonhos de criança
Deixa me viver
Deixa me
Simplesmente ... 
Deixa me ...


C.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Somos ...





Somos duas linhas de um livro.
Somos palavras com encontros e desencontros.
Que por vezes ficamos bem juntos ,
outras tantas não fazemos sentido algum.
Somos acentos graves e agudos
Somos virgulas e travessões.
Somos começos de letras pensamentos
Somos palavras de grandes poetas e
Somos frases de pequenos amadores.
Somos um prefacio e uma conclusão
Ou o enredo de alguma canção.
Somos o perdão e uma lágrima
Um sonho e uma ilusão.
Somos a leitura de uma novela
ou a acção de um filme.
Somos a literatura cara e rara
Ou um anuncio num jornal.
Somos amantes num livro romântico
ou os maus da fita num filme de terror.
Somos o susto do suspense
e o riso aberto da comédia.
Somos poeira e sol
somos gotas de chuva num dia de arco íris
Somos parede gélida
somos suor de quem vive atarefado
Somos o paragrafo de algo novo
Somos a primeira fase de uma trilogia
Somos o abandono e o achado
Somos palavras escritas com tanto para berrar
Somos o ditado e a cópia
Somos o silencio da mulher vazia
Somos a chapada sem mão do egoísta
Somos o vazio da porta aberta
Somos o desabafo de leitores assíduos
Somos as palavras cruzadas dos jornaleiros
Somos os enigmas dos génios
Somos partes de formulas matemáticas
e tácticas de jogadores da vida real
Somos os loves dos apaixonados
e os ais dos desanimados
Somos a conversa de café
e receitas de muitos doces.
Somos a bula de alguns males
Somos cartas de julgamentos
e pedidos de socorro
Somos conversas banais
e colunas sociais
Somos apenas duas linhas de um livro
que tem uma capa começa com maiúsculas
e termina num ponto final.





Só por hoje a C. é Cátia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Para quê ...






Para quê andar  na corda bamba do principio ao fim?
É perigoso, perderes o equilíbrio e não chegares ao outro lado
Aproveita a , entra nela passo a passo.
E bem no centro senta te e desfruta da paisagem que é a tua vida.
Sem balanços, nem medo de olhar para baixo.
Olha em todos os sentidos
E sente todos os olhares,
O que já viveste estará á tua esquerda
O que falta passar á tua direita
Bem no centro vês tudo isso, alivia te a alma por seres quem és ...
Muitos não suportam os balanços e caiem, outros atiram se ...
Desfruta desse centro
Pois dificilmente na jornada da vida
Estarás ai outra vez.


C.

Ninguém ...





Ninguém devia se sentir sozinho
Com tanta vida por perto.


C.

Par ...








Depois de tanto andarem juntos
Depois de tanta batalha lado a lado
Depois de tantos rasgos e remendos
Depois de tantas recordações
Descobriram que aquele, não era o seu par.

C.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Meus votos ...










Ó Vento ,comprometo me ser te fiel , toca me o rosto
Ó Ondas visitar vos na saude e doença , banha me a pele.
Ó Maresia trocar e renovar votos sempre que a saudade aperte, refresca me. 

Ó Areia contar te todos os meus segredos, passeia nas minhas mãos.

Ó Rocha explicar te ao pormenor todos os meus medos , defende me.
Ó Praia minha neste maremoto da vida trás me sempre ao de cima.


C.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A vida ...




A vida por vezes te da um troco terrível
Trata te como se fosses uma parede gélida e muda.
Grita contigo, e ficas húmida com o seu bafo
Racha te aos poucos e nada podes fazer.
Estas presa ao chão pelos ferros  e presa no betão que te cerca.
Não te consegues mexer, nem fechar os olhos para não veres.
Vives acordada e atormentada 
não existe escuridão para te esconderes
Nem ninguém para ouvir o teu lamento interior.
Cerca te uma imensidão de sonhos
Carregas uma multidão de planos 
Um dia racharás de cima a baixo
A virtude da liberdade te tocará 
Sairás não a caminhar mas de rastos
Mas crê que um dia correrás e voaras 
mais alto que a tua imaginação 
E quando chegares ao teu fim
E olhares para trás e sorrires
Conta me o que vês ...
Quero ir lá parar.
Quero provar e sentir na pele o que te fez sorrir.
Pois uma parede nunca esta sozinha
e  eu sou apenas mais uma.


C.