Quem és ?

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Conta- me ...








Conta-me como és como amante
Conta-me não me poupes os detalhes
Mesmo que pareçam males
Conta-me confiante.

C.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

De noite ...




De noite, amada, amarra teu coração ao meu
e que eles no sonho derrotem
as trevas como um duplo tambor
combatendo no bosque
contra o espesso muro das folhas molhadas.
Noturna travessia, brasa negra do sonho.
Interceptando o fio das uvas terrestres
com pontualidade de um trem descabelado
que sombra e pedras frias sem cessar arrastasse.
Por isso, amor, amarra-me ao movimento puro,
à tenacidade que em teu peito bate.
Com as asas de um cisne submergido,
para que as perguntas estreladas do céu
responda nosso sonho com uma só chave,
com uma só porta fechada pela sombra.

(Pablo)


A sombra não nos pode conter
Não aguenta tamanhas respostas
As estrelas dos céu cravarão elas
como uma coreografia num bailado
Confiantes que as entenderemos.
Não deixaremos de ver a luz só porque o lençol da noite nos cobre.
Veremos mais além
Segue me amado meu
Ouves o som?
Como combatentes caminhamos
Marchando entre sonhos e devaneios
Com odores de diversas batalhas
Olhos nos olhos sentimos
De corações amarrados nós vemos
E ouvimos o ranger da porta fechada
pela nossa sombra.
A chave já nos pertence
Ninguém a conhece ninguém sabe onde está.
Mas se te perderes amado se a luta for grande e num tremor me soltares.
Saibas que a deixei entre o muro das folhas molhadas.
Onde todas as histórias começam e não se dão por terminadas.

( C.)

Tuas mãos ...




Tuas mãos
Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?
Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.
A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.

( Pablo)


Quando minhas mãos tocam as tuas trazem saudade a escorrer pelos dedos. 
Como aquelas folhas rentes ao chão que carregam o orvalho da madrugada. 
Outrora já te toquei, quando em sonhos passas te á minha beira e sussurras te os teus desejos á brisa matinal,toquei nos teus lábios rosados e inspiras te o meu nome. 
Rodei te qual leve remoinho e conheci os teus contornes.
Mesmo em sonhos a saudade visita me 
E de quando em vez voo num voo alto e mesmo lá em cima sigo te. 
E mesmo entre as nuvens conheço o teu olhar, o teu toque, o teu cheiro e o teu peito.
É nele que dou descanso ás minhas idas e aos teus regressos.

( C.)

sábado, 1 de agosto de 2015

Vai ...







Empurra
Não pares
Faz força
Inspira
Expira
Um dia a pedra move-se ...

C.

E por hoje ...



E por hoje quero que delires no ninho
Não te quero longe do meu caminho
Quero te colado, feito lapa a uma rocha
Quero te aceso tal como uma tocha

Incendeia-me
Percorre-me
Comendo me ligeiramente
Finca os teus dedos abusivamente
Delicia-te
Baba-te

Deixa-me ver-te por cima do meu ombro
Esconde o teu membro
Entre os meus espaços quentes
Coloca nem perguntes

Sê ousado
Sê sacana
Coloca me por cima e de lado
Abana-a, abana-me, abana
Mostra-me o inesperado
Lentinho e agrosseirado

Rude e manso
Faz-me descansar entre um e outro
Que em modo de delírio me canso
Quero-te intenso
Prometo que depois te compenso

Não entendas mal
Hoje não é obsessão
Não entendas mal
Hoje é tesão.

C.

sábado, 18 de julho de 2015

Em ...




Em qualquer tarefa que se apresente, nunca percas a postura

C.

Sabe bem ...





Sabe bem delirar.
Invento o meu canto com muito espaço
Onde escrevo vitorias 
E ignoro o fracasso
Onde o verde reina ao meu redor 
Onde a agua cristalina é o meu tecto
Ali sou grande, sou a maior
Onde sou mestra de artes 
E contigo conecto
Sento me na minha verde poltrona
E faço do vento um ser que se apaixona.


C.

Há ...






Há uma parte
Onde o sonho é um alento
Onde eu me derreto
Porque a realidade é um empate

Há um lugar
Onde o tempo é abismal
Onde não uso um rosto formal
E limpo lagrimas por enxugar

Há um espaço
Onde o vento tem aroma
E a saudade é um sintoma
Entre uma distância e um abraço

Há uma colheita
Que os meus dedos filtram
E em silêncio soletram
Para dizer a frase perfeita.


C.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Hoje virei ...






Hoje virei o meu mundo do avesso
Não quis a chavena preferida
Escolhi uma normal
Nao aqueci ao lume
Enfiei-a no micro ondas
Nem doseei o cafe
E coloquei açucar
Nao escolhi a bandeja
Coloquei tudo num prato pequeno
Nao me sentei a mesa
Estiquei me na cama
Nao vesti robe
Fiquei como acordei
E de prato na mão
Rebolei e senti a musica
Ao invés do silencio
Saltei e pulei da cama
A caixinha passava musica animada
Cantei, comi, dancei,
Pulei, esperniei e sorri.
Deixei me ir no avesso ...


C.

Liberta-te ...



Liberta-te ...

C.